segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sua vida na vitrine

Continuamos comprando e comendo lixo todos os dias. As coisas são cada vez mais caras, degradantes, agressivas e facilmente degradáveis. Eletrônicos deveriam vir com um rótulo de “perecível”.

Outro dia passou por mim uma menina, que aparentava uns cinco anos de idade, acompanhada pela mãe. Era até cômico, não fosse a angústia que deu. Estava vestida quase como a mãe, olhavam as vitrines. Até aí quase tudo normal nesse mundo movido a consumismo e consumistas. Até que... A infelizinha enxergou qualquer coisa na vitrine e começou um escândalo pra que a mãe comprasse. A criança só engoliu o choro quando as duas entraram na loja.

Isso é uma coisa que me causa muita revolta. E o pior é que aí estão embrenhados dois fatores pra isso:

1. O consumismo exagerado, tentando enfiar de algum jeito na cabeça de todos que TER É MAIS QUE SER.

2. A liberdade que tem sido dada a crianças neste sentido. As vontades e birras dessas crianças não devem ser satisfeitas. Nunca tive filhos, mas acreditem, conheço essa realidade na pele. Continuem tratando crianças desse jeito e teremos mais penitenciárias que escolas num futuro não muito distante.

Enfim, não adianta falar que “quando eu tiver um filho...”. Isso não funciona. Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais. Façamos algo, e rápido, antes que sejamos engolidos pelo que produzimos.

Eu não consigo fechar os olhos. E você?

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